Quero ser ilustradora!

Falta menos de 1 mês para eu completar 26 anos, e o sentimento que define nesse exato momento é a “frustração”, frustração por não estar onde eu sonhava que estaria quando eu me imaginava no futuro lá pelos meus quinze anos, isso que na época eu nem era muito exigente com o que eu me tornaria.

Estou naquele dilema da vida que se for para jogar tudo por ar que seja para fazer algo que me faz sentir realizada, seria  totalmente o oposto do que faço hoje. Mas sabe quando você já sente velha de mais para começar um coisa nova? é exatamente assim que eu me sinto.

Hoje,  por mais que meu trabalho seja de longe  aquele que eu sonhei para mim, ele de uma certa forma me traz “comodidade” e “estabilidade”, se eu for para fazer algo totalmente fora da minha área eu teria que começar tudo do início, teria que começar “lavando os pratos” até adquirir conhecimento e experiência na área para ser alguma coisa nessa vida.

Mas para o meu “eu” do futuro, vou pelo menos tentar (se não for profissão, que seja um bom passatempo) de fazer algo que eu realmente gosto.

Meu desejo e me tornar ilustradora, siimmmm desenhar e desenhar muitas coisas, eu consigo ver todos as ilustrações sendo pinceladas na minha mente, só que eu não consigo colocar isso no papel.

E para começar, eu me desafio a montar uma logo criativa para esse blog!

jedi

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Perda – Parte I

Vejo no reflexo do espelho o resto que você deixou de mim, olhos inchados, cabelos desarrumados e um aspecto de filmes de Tim Burton, tudo isso se torna ainda pior em um rosto comum (para não dizer feio), de formato quadrado e com olhos pequenos, fora do padrão de beleza atual.

Entro no banho em uma tentativa de tirar você de mim, da minha pele, da minha alma. Esfrego até começar a arder, pois a dor física é melhor do que a dor da perda. Vejo você esvaecendo pelo ralo e da mesma forma voltando com a água do chuveiro.

Visto aquela blusa azul marinho que no outro dia você havia dito que caia bem em mim, visto com aquela esperança boba que eu poça tropeçar com você na ida do trabalho e quem sabe você possa me convidar para um café no inicio da tarde  ou então me esperar no final do  expediente.

Entro no carro e ligo o som no volume máximo, fecho as janelas que por sorte tem película. Pelo retrovisor posso ver as pessoas levantando os braços e gesticulando algo que por sorte não posso ouvir, pois o som da música do Learn to fly do foo fighters consome o carro e inibe os sons lá fora e o principal meus pensamentos.

Enfim estaciono o carro na mesma vaga de sempre, olho no espelho retoco meu batom e forço o sorriso mais convincente possível, pois já não aguento ouvir sermões que tudo isso vai acabar bem.

Nessas horas aquele papo todo do tipo “você tem que se amar primeiro lugar”, “logo logo você vai conhecer um cara legal” e todos os sermões que você lê em livros de auto ajuda, definitivamente não funciona. Talvez funcione para quem ta do outro lado, para aquele que narra a história ou apenas a observa. Mas quando você está ali exposta só é visto o que está por fora, agora àquela cicatriz ali, aquele hematoma e aquele vazio, só você sente, mais ninguém.

Inicio um relatório, e abro o e-mail, termino o relatório, e olho para o celular, reviso o relatório e me vejo abrindo a sua foto salva em meu computador, e assim continua o dia em um processo vicioso.

No final da tarde a minha esperança se vai com o passar das horas, se aproxima das 19 e nenhuma ligação, nenhum sms e e-mail,desligo o computador pego a jaqueta da cadeira e saiu pela porta, essa hora é a pior do dia, o sentimento de desespero me consome, pois sei que o que me aguarda é um apartamento frio e vazio, uma TV ligada em noticiário, e uma cama cheia de papeis de chocolate, garrafas de cerveja e chepas cigarros.

Tento reunir minhas forças em uma tentativa frustrada de concertar tudo isso, como é que cheguei a esse ponto? Quando é que foi que me expus desse jeito a você?

Tenho em minhas malas valores que até pouco tempo atrás era tudo que precisava, sempre soube o que queria e aonde queria chegar, pelo menos até agora.

Desvio o carro do caminho de casa , tudo que menos preciso agora é um apartamento vazio, aproveitei um pouco desse sentimento bom que me consumia e aumentei o volume do carro e dirigi para o litoral, a noite estava linda lá fora ao som de  Kiss me , um calor gostoso de sentir na pele, baixei totalmente o vidro e respirei o maximo de ar que podia encher nos pulmões.

E num descuido deixei por um estante olhar para o banco do passageiro, e vi de fato sua imagem ali, seu cabelo castanho bagunçado, seu olhar de preocupação junto com seu mais perfeito sorriso torto.

E tudo se foi de vez, junto com sua imagem, parei o carro no acostamento e coloquei a cabeça no volante, fazia exatamente 2 semanas em que você se foi , lágrimas começaram a brotar e eu não podia fazer nada a não ser deixa-las sair.

O cara dos meus sonhos…

Combinamos um encontro em uma quarta-feira em um barzinho qualquer. Não sabia se tremia pela noite fria do inverno ou da ansiedade em encontrar você, estávamos trocando e-mail há algum tempo tentando marcar um simples café mas seus compromissos e meu trabalho fez adiar das outras vezes.

Sentei em uma mesa vazia em um barzinho de esquina sem muitas pessoas, dispensei o garçom que me oferecia o cardápio e me ajeitei na mesa de uma forma que fizesse meu corpo parar de tremer, aproveitei esse tempo sozinha para tentar organizar meus pensamentos.

Te conheci em uma dessas ruas em que a vida faz a gente pegar, tínhamos gostos parecidos, e o que não era você me fez gostar. Era muito nova naquele tempo, estava no auge da adolescência enquanto você concluía seu TCC, planejava sair de casa e  viajar  para exterior, eu apenas estudava para o vestibular .

Confesso que de inicio me apaixonei, você era diferente daqueles garotos da minha idade, você com aquele jeito culto e sempre com a resposta certa para meus questionamentos, mais logo no segundo e terceiro encontro percebi que era nova de mais para enfrentar tudo isso.

Por um tempo perdemos o contato, não por esquecer o número do telefone ou e-mail, mais pela rotina da vida, já não sabia mais sobre você algum tempo, apenas que permanecia na cidade. Os livros e músicas que você comentava em nossas conversas ainda continuavam sendo os meus prediletos.

Em uma noite enquanto assistia a meu filme preferido pela milésima vez, em uma das cenas entre a mocinha e o vilão me lembrei de você, e naquela noite você se tornou o cara dos meus sonhos, e sim, foi à primeira vez que sonhei com seus olhos acinzentados.

Então você apareceu me procurando naquela noite fria, encontrou meus olhos e veio em minha direção sentou-se e pediu sua cerveja preferida.Conversamos por um tempo sobre as coisas habituais, trabalho, faculdade e família.

Não demorou muito e estávamos conversando sobre nós, tentando meio que sem graça decidir como tudo deveria ficar sem mais rodeios. Você sabia que não duraria por muito tempo, você e sua mania de ter intuição sobre as coisas, você tinha seus amigos, planos de estudo no exterior, e tinha sempre uma opinião sobre tudo. Eu apenas concordei porque sabia que no fim você tinha razão, nenhumas das suas intuições haviam falhado até agora, talvez?

Você se foi mais uma vez, não foi tão difícil assim, pois o cara pelo qual havia me apaixonado ainda permanecia em meus sonhos. Lembro que disse: Nem sempre é possível encontrar a felicidade e o amor no mesmo caminho, nem sempre quem amamos é quem nós faz feliz.

Novo RoboCop

Novas fotos de Joel Kinnaman (“The Killing”) como  RoboCop! As filmagens começaram hoje em Toronto.
Dirigido por José Padilha,  estrelas como  Gary Oldman, Michael Keaton, e Samuel L. Jackson, Abbie Cornish, Jackie Earle Haley, K. Michael Williams, Jay Baruchel, Jennifer Ehle, e Jean Marianne -Baptiste. De Metro-Goldwyn-Mayer Pictures e Columbia Pictures, o filme foi escrito por Josh Zetumer e Nick Schenk, baseado no filme 1987 escrito por Edward Neumeier e Michael Miner. O filme é produzido por Marc Abraham e Eric Newman, com Bill Carraro servindo como produtor executivo.

Para quem não conhece a história:

Alex Murphy (Kinnaman) é um marido amoroso, pai e bom policial fazendo seu melhor para conter a onda de criminalidade e corrupção em Detroit. Depois que ele é gravemente ferido no cumprimento do dever, Omnicorp utiliza sua ciência notável de robótica para salvar a vida de Alex. Ele retorna às ruas de sua amada cidade com incríveis novas habilidades, mas com problemas de um homem normal nunca teve de enfrentar antes.

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